Pular para o conteúdo
Compound Design
5

Documentação

Documentação

O que é o framework, para quem é, e como usar, explicado do zero. Se você nunca abriu um agente de IA, comece aqui.

Nesta página

Comece aqui

O que é o Compound Design

Compound Design é um framework autoral de Danilo do Amaral para trabalhar com inteligência artificial em design e programação. Framework, aqui, quer dizer um jeito de trabalhar com nome, regras e ferramentas, que qualquer pessoa pode adotar.

Ele é AI native: foi feito para pessoas e para agentes de IA usarem com o mesmo cuidado. Cada parte existe em duas formas, uma para ler na tela e outra para um assistente consumir, e o próprio framework foi construído com o método que ensina.

Não é uma lista de ferramentas. É um método (planejar, fazer, revisar, acumular) e o que ele produz: artigos com dados, um catálogo de skills (instruções que ensinam um assistente de IA a fazer algo bem) e duas formas de ligar esse catálogo ao seu assistente.

O nome é uma tese, não só uma analogia: cada coisa que se aprende deve tornar a próxima mais fácil, não mais difícil. Como juros compostos. A seção seguinte explica como isso funciona na prática.

A filosofia: acumular

A maior parte do trabalho fica mais difícil com o tempo. Cada coisa nova que entra negocia com as antigas, e depois de alguns anos gasta-se mais tempo brigando com o que existe do que construindo em cima. Isso vale para código, para design e para o próprio jeito de trabalhar com IA.

Acumular é inverter isso. Em vez de cada coisa nova adicionar complexidade, ela ensina algo ao sistema. Um erro corrigido elimina uma categoria inteira de erros futuros. Um padrão que funcionou vira ferramenta. Com o tempo, o conjunto fica mais fácil de entender, de mudar e de confiar.

O ciclo tem quatro passos, e vale para consertar um detalhe em cinco minutos ou construir algo em uma semana:

  1. 1Planejar. Entender o que está sendo feito e por quê; ver como o que já existe funciona; desenhar a solução antes de tocar em nada.
  2. 2Fazer. Executar o plano — hoje, na maior parte, com um agente de IA executando e uma pessoa acompanhando.
  3. 3Revisar. Conferir o resultado com mais de um olhar, priorizar o que precisa mudar, e anotar o que deu errado para não repetir.
  4. 4Acumular. O passo que a maioria pula. O que se aprendeu vira algo reutilizável e encontrável: um artigo, uma skill, uma regra que o sistema passa a conferir sozinho. Se pular este passo, foi só trabalho com IA; não acumulou nada.

Para quem é

Para quem desenha ou constrói interfaces e quer usar IA sem baixar o próprio padrão de qualidade. Você não precisa saber programar para ler os artigos nem para entender o catálogo.

Se você nunca usou um assistente de IA para programar, comece pela seção "Conceitos, sem jargão". Ela define agente, skill, CLI e MCP em uma frase cada. Depois disso, o resto do site faz sentido.

Os primeiros cinco minutos

Três coisas para fazer agora, em ordem. Nenhuma exige instalar nada.

  1. 1Leia um artigo. Abra Artigos e escolha o primeiro da série. Ele lê os dados de uma pesquisa com 1.478 designers e diz o que muda no seu trabalho.
  2. 2Abra uma skill. Vá em Skills, clique em qualquer linha do placar. Você vai ver o texto que ensina o assistente, quem escreveu, sob qual licença e de onde veio.
  3. 3Copie um comando. Na página da skill há um botão de copiar. Se você usa um assistente de IA no terminal, cole o comando lá e ele baixa a skill. Se não usa, tudo bem: o texto está na tela para ler.

Conceitos, sem jargão

O que é um agente de IA

Um agente de IA é um programa que usa um modelo de linguagem (como o Claude ou o GPT) para executar tarefas no seu computador, e não só responder perguntas. Ele lê seus arquivos, escreve código, roda comandos e corrige o que errou.

Claude Code, Cursor e Codex são agentes. Quando este site diz "o seu agente", é disso que fala: o assistente que você usa para construir interfaces.

Um agente é tão bom quanto o contexto que recebe. Sem instruções, ele produz o genérico. Com as instruções certas, produz algo à altura do seu padrão. As skills são essas instruções.

O que é uma skill

Uma skill é um arquivo de texto, escrito por uma pessoa, que ensina o agente a fazer uma coisa bem. Por exemplo: como animar uma interface sem exagerar, como escolher tipografia, como revisar acessibilidade.

Não é um programa. Não instala nada no seu computador. É conhecimento em forma de texto, no formato que o agente entende, e o agente passa a seguir aquelas instruções enquanto trabalha.

Cada skill deste catálogo é de quem a escreveu. O nome do autor, a licença e o endereço original aparecem ao lado do texto, sempre.

O que é o CLI

CLI quer dizer interface de linha de comando: uma ferramenta que você usa digitando comandos no terminal, aquela janela de texto do computador, em vez de clicar em botões.

O CLI do Compound Design serve para buscar skills sem abrir o site. Você digita um comando, ele responde com a lista ou com o texto da skill. É útil principalmente para o agente, que vive no terminal, mas funciona para pessoas também.

Não precisa instalar. O comando abaixo baixa e roda na hora.

npx @compound-design/skills start

O que é MCP

MCP é a sigla de Model Context Protocol: um jeito padronizado de um agente de IA conversar com uma fonte externa de informação, como se ela fosse parte dele.

Pense numa tomada. Antes do MCP, cada agente precisava de um adaptador diferente para cada fonte. Com MCP, qualquer agente que fale o protocolo se conecta a qualquer fonte que também fale.

Conectar o MCP do Compound Design ao seu agente significa que ele passa a enxergar o catálogo inteiro: pode listar assuntos, procurar skills e ler o texto de uma, sem você copiar nada à mão.

Na prática

Ligar o catálogo ao Claude Code

O Claude Code é o agente da Anthropic que roda no terminal. Ele fala MCP. Um comando conecta os dois; depois disso, o catálogo aparece para ele como um conjunto de ferramentas.

  1. 1Abra o terminal na pasta do seu projeto.
  2. 2Cole o comando abaixo e aperte Enter. Ele registra o catálogo como um servidor MCP chamado compound-design.
  3. 3Peça ao Claude Code, em português mesmo: "procure uma skill sobre animação e use". Ele vai listar, escolher e carregar.
claude mcp add --transport http compound-design https://compounddesign.vercel.app/mcp

Usar em outros agentes

Se o seu agente não fala MCP, ou se você prefere ver antes o que vai entregar a ele, use o CLI. O comando abaixo imprime o texto de uma skill no terminal; copie e cole na conversa com o agente.

Troque emilkowalski/animate pelo nome de qualquer skill do catálogo. O nome está no topo da página dela e no botão de copiar.

npx @compound-design/skills get emilkowalski/animate

Artigos que também são slides

Cada artigo existe em dois modos. Leitura, como um texto normal. Apresentação, em que os mesmos blocos viram slides, com os gráficos em tela cheia, para você usar numa reunião.

O texto e os slides são o mesmo arquivo. Se um número muda no artigo, muda no slide. Nada é digitado duas vezes.

Como ler os gráficos

Todo gráfico dos artigos lê os dados diretamente da pesquisa. Nenhum valor é digitado à mão. Quando um artigo cita "82,6%", esse número veio do mesmo arquivo que desenhou a barra ao lado.

Uma verificação automática compara todo percentual citado nos textos com o conjunto de dados, e o site não publica se algum divergir.

Como funciona por dentro

De onde vêm as skills

Cada skill do catálogo é de quem a escreveu. A licença do repositório de origem foi verificada uma a uma. As de licença permissiva, a maioria, são servidas daqui, sempre com autor, licença e o commit exato de onde vieram, para você saber que está lendo a mesma versão que o autor publicou.

As que não declaram licença aparecem no catálogo, mas abrem na origem. Sem licença declarada, todos os direitos ficam com o autor, e servir o texto daqui seria redistribuir o que não é nosso.

Este site pratica o que descreve. Cada correção que se repetiu virou uma checagem que roda antes de publicar e quebra o build se algo divergir: os números citados nos artigos, os links das skills, as contagens escritas na prosa. Cada decisão de arquitetura tem um registro em docs/adr. É o passo de acumular, aplicado ao próprio produto.

Por que ordenamos por estrelas

O placar ordena pelas estrelas do repositório de origem no GitHub. Estrela é o jeito de alguém marcar um projeto como útil; é um sinal público, que qualquer pessoa confere.

Não medimos quantas vezes uma skill foi instalada. Nada é instalado através daqui, então esse número não existe, e inventá-lo seria o contrário do que este catálogo defende. Um repositório muito estrelado aparece no máximo duas vezes seguidas na lista; o resto fica recolhido, senão um só autor ocuparia o topo inteiro.

De onde vêm os dados

A série de artigos usa a State of Prototyping Spring 2026, pesquisa da UX Tools com 1.478 designers e builders, coletada entre 14 de março e 6 de abril de 2026 em 18 regiões, sob licença CC BY 4.0.

Os dados agregados ficam versionados no repositório. Um script os converte para o formato que os gráficos leem e calcula os valores derivados, como os três grupos de vibe coding. Hoje são 204 números conferidos, com zero divergências.

Participe

Como contribuir

Comente nas apresentações, proponha uma skill para o catálogo ou um artigo. O conteúdo com etiqueta de rascunho é justamente o que está esperando revisão.

O conteúdo mora em arquivos de texto no repositório: artigos em MDX, o catálogo e o índice em JSON. Editar não exige mexer em código.

Licenças

Os dados da pesquisa são da UX Tools, sob CC BY 4.0. Os textos deste site são de Danilo do Amaral e podem ser citados com crédito. Cada skill do catálogo tem a licença do próprio autor, mostrada ao lado do texto.

O código do CLI é MIT. O código do site é aberto no repositório.